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junho 2016

O Muro

Hey people,

Então, faz alguns dias que dei uma passadinha em algumas livrarias e acabei sendo fisgada por uma graphic novel. Para quem não sabe a graphic novel chega a ser parecida com HQ, mas não é a mesma coisa (se você quiser saber mais, dá uma olhadinha neste blog: https://rainhadoslivros.wordpress.com/2013/11/20/qual-a-diferenca-entre-hq-graphic-novel-e-manga/).  Enfim, uma das minhas compras foi uma graphic novel chamada “O Muro”, escrito por Céline Fraipont e Pierre Bailly. Todo o enredo se passa no ano de 1988 e conta história de uma jovem menina que tem de lidar com sua adolescência, sem o apoio e cuidado da família. Aviso logo que é uma leitura pesada e o seu gráfico dá um toque ainda mais angustiante história. Antes de começar a falar, que tal dar uma olhada na sinopse?

“O Muro é uma história poética, forte e pungente, desfiada por um desenho frio como o toque de um bisturi, que arrasta o leitor pelos caminhos obscuros de uma adolescência problemática ao som do punk rock. Estamos em 1988. Numa monótona cidadezinha do interior belga, Rosie, uma menina de 13 anos, se vê entregue à própria sorte – sua mãe fugiu com outro homem numa aventura amorosa, e seu pai vive mergulhado no trabalho. Roída por uma rotina morna e vazia, Rosie fica completamente desorientada. Assiste, impotente, à transformação de sua personalidade, ora apavorada, ora determinada, diante da melancolia que a invade e traça os contornos de sua nova vida.”

E aí? Sentiu o peso? Bem, então vamos lá!

No livro encontramos uma leitura fácil que rapidamente te envolve, tornando impossível não se apegar e não sentir as dores de Rosie como se fossem suas. Olhar sobre as perspectivas de uma menina solitária te faz pensar nas diversas crianças pelo mundo que acabam fazendo escolhas erradas por não receberem apoio de seus familiares. O designer dos quadrinhos te diz exatamente o que sentir e o leva a uma viagem para um mundo solitário e frio, para isso a história se utiliza do monocromático, então não se engane apesar da capa colorida, todas as cenas reproduzidas são feitas nas cores preto e branco. Em muitas cenas não existem nenhum diálogo, mas isso não é problema, pois o desenho bem detalhado é o suficiente para fazer você se emocionar.

Bem agora que eu já dei uma curta introdução sobre o designer vamos falar sobre Rosie?

A adolescência é um período conturbado para qualquer um, pois é nessa época onde nos sentimos mais vulneráveis e estamos começando a construir a personalidade e a lidar com nossas primeiras responsabilidades. Transitando entre a infância e a vida adulta Rosie se vê sozinha sem nenhuma orientação e ao mesmo tempo em que ela tem o primeiro contato com as drogas e álcool, ela continua sendo uma menina com problemas de espinhas e medo de estar sozinha em casa. Durante todo o desenrolar dos acontecimentos você se pergunta qual pode ser o desfecho desta história, a história de uma menina solitária, largada pela família, que sofre por ter que decidir sozinha os rumos da sua vida e ainda tem que lidar com os problemas da adolescência e depressão. Uma triste realidade para diversas crianças e adolescentes que têm de se tornar adultos antes do tempo.

Então se você quiser se aventurar em um novo tipo de leitura leia “O Muro”, a graphic novel que mexeu comigo durante semanas depois de já ter terminado a leitura. Fica dica, ok? E se você já leu ou pretende ler esta história, deixe seu comentário. Estou curiosa para saber!!

E aí? Você tem alguma dica de leitura?

Se tiver mande para o meu e-mail: alana.s.cruz@hotmail.com, estarei esperando. Aproveita e  passa lá no meu Instagram: @alana.s.cruz e fique de olho nas novidades.

Beijos, tenham uma boa leitura ;*

Projeto Mais Leitura – Governo do Rio de Janeiro

Hey people,

O que você acha de comprar um livro por R$ 2,00? Um sonho? Delírio? Bem aqui no Estado do Rio de Janeiro isso é uma realidade. Essa realidade se chama Mais Leitura um projeto maravilhoso criado pelo Governo do RJ com o principio de democratização do acesso à leitura.

O projeto ainda é pequeno e desconhecido entre as pessoas e conta com duas agências fixas localizadas em pontos diferentes, uma fica no Shopping Bangu dentro do Rio Poupa Tempo e a outra no Shopping Bay Market, em Niterói, no 3º piso. O Projeto Mais Leitura possui também uma agência itinerante que percorre os municípios do Estado, se você quiser saber por onde ela anda acesse a página do projeto em: facebook.com/ProjetoMaisLeitura/ .

Em relação à qualidade dos livros a única coisa que eu posso dizer é que não tem como ser melhor. Dentro das agências encontramos livros novos, de diversos gêneros para todas as idades custando entre R$ 2,00 a R$ 4,00. E não para por aí, ao fazer o cadastro em um dos locais fixos você ganha uma carteirinha e a cada vez que você comprar 10 livros você ganha um livro de graça. Então vamos fazer as contas você vai comprar 10 livros, vai pagar R$ 20,00 e então vai sair de lá com 11 livros e supondo que você leia no mínimo 1 livro por semana você terá um mês de leitura garantido. E aí, o que você acha?

Bem a verdade é que só não ler quem não quer. No Rio de Janeiro existem as bibliotecas públicas, as faculdades particulares que disponibilizam um acesso aberto para todos, os sebos que estão espalhados aos montes pelas ruas e agora temos também o Projeto Mais Leitura.

Essa iniciativa é muito importante, pois dar acesso a livros é disponibilizar informação e contribuir para a construção de uma sociedade justa, com igualdade de oportunidades. A leitura é a melhor forma de contribuir para formação de cidadãos ativos, capazes de transformar a sua comunidade e de construir o seu futuro. Ler é o caminho para o desenvolvimento por completo. Então vamos aproveitar para comprar livros baratos e ler muito!

E se você já ouviu falar deste projeto? Não se esqueça de me dizer nos comentários.

Beijos, tenham uma boa leitura ;*

 

 

E aí, Você tem alguma dica de leitura?

Se tiver mande para o meu e-mail: alana.s.cruz@hotmail.com, estarei esperando.

 

 

Clube da Luta

Hey people,

Se você me perguntasse qual é o meu livro favorito, eu responderia que é…

Clube da Luta.

Sim meu caro, este é o meu livro favorito e hoje quero falar sobre ele. Então vamos lá, ok?

Clube da Luta ou Fight Club é um livro de Chuck Palahniuk lançado em 1996, que mais tarde no ano de 1999 viria a se tornar uma adaptação para os cinemas, estrelando Brad Pitt, Edward Norton e a maravilhosa Helena Bonham Carter (Se você ainda não assistiu, aproveita que tem no Netflix!). Normalmente escuto as pessoas resumindo esta história como algo violento. O que não deixa de ser uma verdade, porém para entender bem o assunto você precisa ler as entrelinhas.

O livro é violento? É. É perturbador? Com certeza. Mas você precisa dar uma chance para ele, por que eu não conheço ninguém que tenha lido o livro e não tenha ficado marcado pela história. Até porque em diversos momentos Tyler (já vou falar dele) faz questão de jogar na nossa cara coisas que fazemos em nosso dia a dia. Então em algum momento você vai se identificar.

Logo no inicio do livro nós conhecemos o personagem principal que também é o narrador de toda história, em nenhum momento ao decorrer das situações Palahniuk diz o nome do personagem, então vamos chama-lo de Narrador.

O Narrador leva uma vida medíocre, é insatisfeito com o seu trabalho e é um viciado em grupos de apoio, apesar de não ter nenhuma doença. Esse vício surge por que tais tipos de reunião servem como um sonífero, o apoio e a atenção que o narrador recebe com suas idas aos encontros acabam com sua solidão e com sua insônia. Até que uma intrusa aparece para acabar com sua paz, Marla Singer é uma mulher que apesar de não ter testículos frequenta as reuniões de câncer testicular e o Narrador a considera uma mentirosa. A presença de Marla traz à tona os problemas do Narrador que volta a ter dificuldades para dormir. E aí em uma das viagens de serviço do Narrador que nós conhecemos o nosso terceiro personagem, Tyler. Que com o passar dos capítulos viria conquistando cada vez mais espaço na história.

A presença de Tyler se torna frequente, quando misteriosamente uma explosão acontece dentro do apartamento do Narrador e como ele não tem ninguém próximo acaba buscando ajuda com o nosso terceiro personagem, com quem irá morar e construir o Clube da Luta.

O Clube da Luta e a Critica ao Capitalismo

O clube da Luta, reuni os homens em um espaço para fazer uma espécie de Vale-Tudo, isso pode ser completamente sem sentido no inicio. Mas o clube é como se você negasse qualquer padrão socialmente aceito, como se tornassem libertos a cada soco, encarando a dor e a morte para se sentir vivo.

Os dois personagens representam um contraste muito grande. O Narrador representa toda melancolia de uma sociedade capitalista. Ele é um trabalhador alienado, que trabalha para saciar uma sede consumo, vive infeliz e insatisfeito. Já Tyler é o puro anticapitalista dissemina ideologias e atitudes que se opõem aos ideais capitalistas. E até a própria a criação do Clube da Luta parte destes principio de luta contra os paradigmas sociais, reunindo todos os excluídos e marginalizados em busca de um significado para a sua existência.

Em algum momento da história se juntar para lutar, não é mais o suficiente e é aí que Tyler planeja a destruição da engrenagem capitalista e todos os seus símbolos, para isso ele pretende um golpe contra todos que estão no poder, as empresas de cartão e todas as grandes corporações.

Enquanto o Narrador é um fantoche o Tyler é aquele que nega todos os princípios capitalistas. E aí eu te pergunto quantas vezes na vida nós já agimos como um fantoche? Desejamos coisas que não precisávamos, compramos algo que nem usamos e trabalhamos para comprar o que está na moda. O capitalismo é algo bom, mas muitas vezes somos simplesmente manipulados pelas propagandas e meios de comunicação. Leia o livro Clube da Luta e reflita. Você não vai se arrepender.

“Nossa Cultura nos fez sermos todos iguais. Ninguém mais é verdadeiramente branco, preto ou rico. Todos queremos a mesma coisa. Individualmente não somos nada.”

“A 1º Regra do Clube da Luta: você nunca fala sobre o Clube da Luta”

 

Então gente, fica dica, ok? E se você já leu ou pretende ler este livro, deixe seu comentário. Estou curiosa para saber!!

 

E aí? Você tem alguma dica de leitura?

Se tiver mande para o meu e-mail: alana.s.cruz@hotmail.com, estarei esperando.

Beijos, tenham uma boa leitura ;*

O Menino do Pijama Listrado

Hey people,

Vamos falar sobre a história que me fez derramar litros de lágrimas? SIIIIMMM! Então, vamos conversar sobre “O Menino do Pijama Listrado”.

O Menino do Pijama Listrado conta a história de uma amizade que surge no meio do caos e da guerra, e é nesta brilhante leitura que conhecemos nosso inocente Bruno, um menino de nove anos que apesar de ser filho de um importante militar e até mesmo já ter visto Hitler, não sabe o que é Holocausto e muitos menos que seu pai está incrivelmente envolvido neste conflito.

Por causa do trabalho do seu pai, Bruno acaba tendo que mudar de casa e vai morar em um lugar que ele odeia, pois não tem nada para fazer e ninguém com quem brincar, e como qualquer criança que não tem o que fazer, Bruno foi arrumar sarna para se coçar e começou a se aventurar pelos terrenos próximos a sua casa. Em uma dessas aventuras ele acaba conhecendo Shmuel, um judeu que vivia do outro lado cerca e com quem vai construir uma bela amizade.

A partir da amizade que vai sendo construída descobrimos que Shmuel e Bruno possuem muita coisa comum, os dois tem a mesma idade e até nasceram no mesmo dia. A única diferença entre eles é que para um foi permitido sonhar e outro teve os seus sonhos arrancados, mas isso não impede que essa linda amizade cresça e nos emocione a cada momento.

Mas preciso assumir que em minha opinião o ponto forte do livro e o que mais me emocionou é que conhecemos a 2° Guerra Mundial a partir da perspectiva inocente de uma criança, ou seja, ele usa seu conhecimento infantil para criar explicações para as coisas que ele não entende e que ninguém quer explicar. Por exemplo, ele olha pela janela de seu quarto e vê uma cerca e dentro dela ele vê centenas pessoas com uma roupa listrada, então Bruno presume que a cerca logicamente só pode ser de uma fazendo e a roupa listrada é obviamente um pijama. Na lógica de uma criança aquilo faz completamente sentido.

A história é repleta de situações comoventes e o filme baseado no livro também é incrivelmente emocionante. Eu preciso confessar que vi o filme antes do livro, e me emocionei com ambos, chorei feito uma criancinha e se nesse friozinho você quiser assistir a um bom filme ou ler um bom livro, O Menino do Pijama Listrado é uma boa pedida.

Leia esse livro se você quiser se emocionar, se quiser conhecer uma amizade livre de qualquer preconceito e se quiser rir com as ideias que Bruno. Leia simplesmente por ler, não importa o motivo, apenas leia. Fica dica, ok? E se você já leu ou pretende ler este livro, deixe seu comentário. Estou curiosa para saber!!

E aí? Você tem alguma dica de leitura?

Se tiver mande para o meu e-mail: alana.s.cruz@hotmail.com, estarei esperando.

Beijos, tenham uma boa leitura ;*

 

 

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